RESUMOS  –  40 COMUNICAÇÕES

(por ordem alfabética do apelido do primeiro autor)

Abreu, Mila Simões de “Gravado no Tempo”  (palestra)

A Valcamónica com mais de 100 sítios arqueologicos, 2500 rochas gravadas e um número para cima das 250.000 figuras é hoje uma das áreas mais importantes da arqueologia italiana e da arte rupestre ao ar livre em toda a Europa. Inserida, já em 1994, na prestigiosa lista do Património Mundial da Unesco, é todos os anos visitada por dezenas de milhares de pessoas, vindas de todas as partes do Mundo. Em Portugal, no entanto, o seu nome é quase só exclusivamente conhecido pelos especialistas.

Abreu, Mila Simões & Rui Tina NetoApontamentos sobre jogos gravados no concelho da Mêda.

Eram já conhecidos alguns dos chamados jogos de tabuleiros gravados no Concelho da Mêda, nomeadamente na Vila Velha de Marialva e em Longroiva. Neste trabalho apresentamos os resultados de um estudo preliminar sobre essas gravuras e o que foi entretanto descoberto aproveitando em termos gerais debater um pouco sobre a história de tais jogos e as suas possíveis diferentes cronologias e significados.

Azevedo, João Paulo Os territórios do concelho de Mêda Nas Memórias Paroquiais de 1758: a evolução Concelhia no território do atual concelho da Mêda.

Quando pensamos em abordar a História e Património de um determinado período e espaço territorial, como é o caso do Concelho de Meda na segunda metade do Século XVIII, as Memórias Paroquias de 1758 apresentam-se como fonte privilegiada. Embora questionáveis

Barros, Mirtes e Cláudio Zannoni Mito e Símbolo: Um Mito Sobre o Gavião entre os Tenetehara.

Apresenta-se um mito tenetehara sobre a figura do gavião como símbolo paradigmático para este povo. A relação entre mito e a sociedade é fundamental  para entender a práxis e a ideologia que a sustenta numa relação de complementaridade. A partir desse mito reflete-se sobre as relações sociais especialmente a partir do casamento bem como a figura do pajé como aquele que equaciona as relações entre espíritos e sociedade.

Benjamim, Mario Monteiro Da interpretação do lugar ao projeto: Uma proposta para o complexo rupestre do Vale do Tejo.

O Vale do Tejo, é um testemunho crucial no processo de hominização na Península Ibérica, registado por um vasto número de valores patrimoniais e culturais que, no seu conjunto constituem uma reserva patrimonial de importância extrema, ainda inexplorada. Acrescentar a um “sistema vivo” um modelo de intervenção coabitante com todas as suas referências, quer sejam de ordem antropológicas, patrimoniais, sociais ou simbólicas, é o nosso objetivo.

Bessegatto, Maurí Luiz –  Patrimônio Cultural: considerações a partir da filosofia de Hans Jones

Diante dos relatos científicos sobre o futuro da humanidade, o pensamento do filósofo Hans Jones indica que se faz necessário um novo agir na produção do patrimônio cultural e que a preservação dele é importante para as novas gerações garantirem o futuro da humanidade.

Braga, Ariana Silva  Os Motivos Circulares na Arte Rupestre do Lajeado (Toquantins, Brasil) uma primeira tentativa interpretativa, a caminho da (Etno)Arqueologia.

Estão aqui observações etnoarqueológicas a cerca dos motivos circulares do Lajeado em busca de proporcionar uma reflexão quanto sua genérica classificação. Sendo assim propõem-se uma reflexão a respeito da maneira como estes motivos vem sendo classificados, pois são genericamente considerados geométricos, tendo pouca atenção na literatura arqueológica brasileira.

Braga, José LuísUma Teoria Fundamentada do Turismo de Habitação: esquisso de um percurso metodológico.

A Teoria Fundamentada Clássica (TFC) é uma abordagem metodológica que permite a geração de teorias induzidas dos dados extraídos da realidade estudada. O fito deste trabalho é demonstrar a utilidade dos métodos da TFC para perceber o que está a acontecer na área substantiva do Turismo de Habitação, atividade que tem contribuído para a valorização do património local e regional e para a coesão do território nacional.

BucoCristiane de  Andrdade Arqueologia do Movimento. Pesquisa interdisciplinar no Vale da Serra Branca, Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí, Brasil.

Esta pesquisa é centrada no movimento, um tema transversal que auxilia no estudo da arte rupestre de uma forma interdisciplinar, no qual os universos natural- subsistência e simbólico-imaginário são observados conjuntamente, permitindo conhecer o “modo de vida” dos grupos culturais que ocuparam esses vale. Neste paper mostraremos a riqueza temática de um conjunto de 200 sítios arqueológicos com 10 mil figuras pintadas em pelo menos 4 momentos distintos.

Buco, Cristiane de Andrade; Verônica Viana & Aline Castro Uma experiência de “Empoderamento” na Comunidade Quilombola da Serra do Evaristo (CEARÁ) Durante a Execução de uma pesquisa arqueológica e a  construção de um Museu Comunitário.

A presente comunicação tem como propósito discutir uma experiência vivenciada na comunidade Quilombola da Serra do Evaristo, município de Baturité, Ceará. Foram realizadas distintas ações  em conjunto com a Superintedência do IPHAN desde a pesquisa arqueológica com escavações e análise de material até a proteção desses achados com a construção e gestão de um Museu Comunitário.

Calado, Manuel  – Mitos: os nossos e os deles. Arqueologias em terras indígenas amazônicas.

A partir de uma experiência de arqueologia em terras indígenas amazônicas, ainda actualmente em curso, e da análise de outros trabalhos recentes, no mesmo contexto geográfico (a região do Tumucumaque), faz-se uma reflexão sobre os limites da arqueologia contemporânea, em particular na sua interação com a antropologia. A arqueologia em terras indígenas, um pouco por todo o mundo, tem levantado questões sobre descolonização e direitos indígenas, num plano que, genericamente, podemos classificar como Arqueologia Pública.

Campos, Luana; Nuno Vaz & Márcio Zamboni Harare –  A questão da mega fauna e a arte rupestre em sítios do Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí, Brasil.

Uma questão inerente aos estudos da mega fauna esta na definição conceitual do termo, visto que, por vezes, observa-se uma dificuldade na distinção entre mega fauna (lato sensu) e fauna extinta de uma região. Tais atribuições conceituais são importante dentro do processo de identificação dos desenhos representados na arte rupestre que, por sua vez, podem ser considerados como indicadores da dinâmica de ocupação do território pelos grupos humanos durante o Holoceno inicial e médio no sudeste do Parque Nacional Serra da Capivara.

Carvalho, João Paulo FidalgoFloresta Autóctone – Um Património a Preservar e Valorizar

A floresta autóctone constitui um património natural do nosso território pelo que assume uma grande importância a vários níveis. Para além do seu valor intrínseco, a floresta autóctone é relevante não apenas ao nível ambiental e ecológico mas também do ponto de vista económico e social. Neste artigo aborda-se a importância da floresta autóctone no território de Portugal continental, com especial destaque para as espécies folhosas, com uma breve resenha histórica e ocupação, assim como, as principais ameaças e desafios no que diz respeito à sua gestão.

Costa, César da; Ana Moura; Daniela Félix; Davy Guedes; Fernanda Abrunhosa; Filipa Ferreira; Inês Martinho; Inês Almeida; João Ferreira; Maria Amaral; Maria Moreira Micael Amado; Vanessa Lages & Vera Costa   A Feira Medieval de Marialva.

Este artigo pretende em linhas muito gerais apresentar a evolução da rede concelhia no território do atual concelho da Mêda. As medidas administrativas de reis, casas senhoriais e o episcopado de Lamego no período pós-reconquista levaram a que surgissem uma série de concelhos, vilas e freguesias que com as reformas liberais são extintos, dando origem ao atual concelho da Mêda.

Crespi, António & Mónica MartinsBiodiversidade e serviços dos Ecossistemas no Douro Vinhateiro. O Projeto Ecovitis.

Este trabalho tem por objetivo divulgar alguns resultados obtidos no âmbito do projeto EcoVitis, “Maximização dos Serviços do Ecossistema Vinha na Região Demarcada do Douro”, desenvolvido na RDD entre 2011 e 2014, no que se refere aos serviços prestados pela biodiversidade (flora, fauna e cogumelos) associada aos ecossistemas vitícolas, e sua importância enquanto património natural a conservar.

Derani, Cristiane A preocupação comum da Humanidade na conservação.

Estão aqui observações etnoarqueológicas a cerca dos motivos circulares do Lajeado em busca de proporcionar uma reflexão quanto sua genérica classificação. Sendo assim propõem-se uma reflexão a respeito da maneira como estes motivos vem sendo classificados, pois são genericamente considerados geométricos, tendo pouca atenção na literatura arqueológica brasileira.

Firmino, Basílio Assunção Descobrir e Conhecer os Símbolos enquanto expressão da vivência religiosa – Os Cruciformes enquanto símbolos do património imaterial cristão e judaico no concelho da Mêda.

Conhecer o significado e a importância dos Símbolos no Mundo Religioso; Descobrir e valorizar o Património Imaterial Judaico no concelho da Mêda, manifestado através das marcas da simbologia Religiosa Judaica e Cristã ou Cristã-Nova em ombreiras de porta identificadas nas  localidades de Marialva, Mêda, Outeiro de Gatos e Ranhados.

Garcia-Cabral, Isabel; Alberto Costa & António Crespi  – O Jardim Botânico da UTAD –  património do conhecimento.

O conhecimento do recurso florístico constitui um pilar básico para o desenvolvimento económico, social e cultural de um país. Neste Jardim Botânico, como em muitos outros, está concentrado um valioso e importante património vegetal, que deve ser conhecido e estudado, não só para se compreender o funcionamento e dinâmica dos ecossistemas, mas também para garantir a persistência do mesmo. Esta coleção viva é um instrumento de informação e divulgação natural para a sociedade envolvente, pois muitas das plantas existentes no Jardim fazem parte da cobertura natural portuguesa e das tradições e usos da população local.

Gonçalves, Gerardo Vidal As datações de radiocarbono e a Arqueologia – O caso Português (1954-2006).

O trabalho que aqui se apresenta resulta de uma síntese elaborada no âmbito de uma Parceria com o ITN (Laboratório Nacional de Radiocarbono; Instituto de Tecnologia Nuclear), visando a elaboração de uma tese de Mestrado. Este artigo corresponde, sobretudo, à primeira parte de um trabalho mais vasto. Procura-se enquadrar o método de datação pelo radiocarbono em território português, a sua implementação, as diversas fases, a dispersão geográfica do investimento em datações de contextos arqueológicos e, a julgar pelos dados recolhidos, demonstrar, na generalidade, a geodistribuição das datações pelo método do radiocarbono, as problemáticas associadas e as épocas mais ricas do investimento em datações no território de Portugal Continental.

Gonçalves, Gerardo Vidal A dendrocronologia e a clima no Sul de Portugal (poster)

Este estudio busca determinar, en primer lugar, la posibilidad de utilizar el método dendrocronológicos en territorio portugués, concretamente en la región de Alentejo Central e Litoral y, en segundo lugar, desarrollar una cronología de anillos de crecimiento en Pinus Pinea L. Para este estudio se escogieron un pequeño bosque de pinos, en el sitio Aldeia do Pico, en la región administrativa de Grândola, Setubal, y varios pinos en el sitio Alto de S. Bento, en la región de Évora, reuniendo un conjunto de 27 núcleos dendrocronológicos. Los datos fueron procesados y analizados en el CONICET – IANIGLA, en Mendoza, Argentina, con la coordinación del Dr. Lídio Lopez Callejas.

Gonçalves, Luís Jorge Mêda Terra de Fonteira (Palestra)

No início do atual estado português, entre 1128 e 1143, o território de Mêda tinha dois castelos que foram fundamentais na defesa de Portugal: Castelo de Longroiva e Castelo de Marialva. Em primeiro lugar foi importante para a localização destes castelos a existência de uma antiga via romana, vinda de Idanha-a-Velha ligava a atual Guarda ao Douro, e que permitia as comunicações aos defensores destes castelos a outras partes do reino português. Ainda hoje quando observamos o que ficou destas estruturas há uma forte presença da Idade Média. O castelo de Longroiva já surge nos inventários dos bens do Mosteiro de Guimarães de 1059. Entre 1135 e 1137 recebeu carta de foral. Posteriormente, em 1145, foi doado aos Templários. A primeira fase do castelo pode ter sido uma torre de vigilância. Os Templários parecem ser os responsáveis pelo castelo que hoje observamos. Trata-se de um castelo onde se salienta a torre de menagem, com uma pequena muralha em volta. Como o castelo perdeu a sua função estratégica as suas estruturas defensivas não foram sendo conservadas, mas reaproveitadas para a construção das casas em torno do castelo. O que hoje observamos é uma pequena parte do que foi este castelo. O Castelo de Marialva pode também ter sido uma torre defensiva, no tempo de Fernando Magno de Leão e Castela, em 1059. O primeiro rei português D. Afonso Henriques outorgou carta de Foral, cerca de 1158, e incentivou o seu povoamento, nesta perigosa terra de fronteira. Naturalmente que a construção do castelo pode ser desta fase. Trata-se de uma estrutura onde se destaca a sua torre de menagem cercada por uma muralha, apresentando as características dos castelos deste período. Existe ainda uma segunda linha de muralha que cerca a vila. O Tratado de Alcanices, de 1297, que demarcou a fronteira portuguesa, em definitivo, para lá do Rio Côa, no Rio Águeda, e retirou estes castelos da primeira linha de fronteira. Perderam importância estratégica e consequentemente deixou de haver preocupação com a atualização dos seus sistemas defensivos. Hoje os castelos de Longroiva e de Marialva são exemplos de uma arquitetura “românicas”, ou de defesa passiva, dos castelos dos séculos XII e parte do século XIII. São ainda marcas muito fortes na paisagem, com os seus aparelhos de granito que se “confundem” com a geologia desta região granítica.

Gonçalves, Norberto Alexandre Cabral Os jogos tradicionais na azulejaria em Portugal.

No âmbito do trabalho associativo desenvolvido pela Associação de Jogos Tradicionais da Guarda – AJTG, desde 1979, quatro dos seis colaboradores, lançaram-se à descoberta de representações de práticas lúdicas tradicionais. Optaram então pela arte azulejar de grande implantação em Portugal. Para melhor conhecermos este trabalho, passa tambem a constar no seu final, uma breve resenha dos 36 anos de vida associativa da Associação de Jogos Tradicionais da Guarda.”

Guimarães, Thais; Gorki Mariano & Artur Abreu Sá Neto Sítio histórico do Cabo de Santo Agostinho e Baia de Suape (Pernambuco, Brasil): contribuição para a sustentabilidade, a educação e a diferenciação do território.

A histórica Vila de Nazaré localiza-se sobre o promontório do Cabo de Santo Agostinho, em posição geográfica que lhe conferiu importante destaque durante o período de colonização do Brasil. No entorno desta vila resiste ao tempo um conjunto de ruínas históricas, datadas entre os séculos XVI e XIX. Estas estão inseridas no sítio histórico do Cabo de Santo Agostinho e Baia de Suape. Este trabalho tem como objetivo apresentar este sítio histórico e destacar a importância de sua inserção em um futuro roteiro geoturístico que enquadre as vertentes geológica, ecológica, histórica e social.

Jaffe, Ludwig “Quem é quem” na arte rupestre mundial edição de 2015 (poster).

Apresenta-se aqui a nova edição do inquérito mundial que tem em vista obter informações sobre pessoas envolvidas nos mais diversos  campos de estudo da arte ruepstre tendo em vista a publicação na terceira edição do “Quem é quem no arte rupestre—a directório mundial de especialistas, académicos e técnicos em arte rupestre”, que será publicado pela Edizioni del Centro do Centro Camuno di Studi Preistorici.

Jaffe, Maxim & Tamyris Santana Rocha Jaffe Projecto Quipá, Serra da Capivara, Pi

O Projeto Quipá tem o objetivo de criar um pólo na região da Serra da capivara para difundir, incentivar e pesquisar tecnologias, práticas e conhecimentos necessários para vivências ecologicamente apropriadas. O público alvo para o nosso projeto engloba tanto comunidade locais como visitantes e voluntários internacionais que tenham interesse neste tema, abrangendo áreas como a agroecologia, a bioconstrução, o uso de energias renováveis e o manejo da água.

Lima, Margareth; Carlos Delphim;  Gilberto Alves & Artur Abreu Sá A proteção do patrimônio cultural no Brasil – Breve síntese reflexiva.

Individualmente, patrimônio é tudo o que deve fazer parte de nossas vidas e cuja perda lamentaremos um dia. Por norma, esses bens possuem medidas de proteção a nível mundial. E para isso as medidas de preservação precisam serem especificadas. Assim, o objetivo deste trabalho é, através de pesquisa documental e bibliográfica, analisar e identificar elementos culturais que mereçam serem protegidos no Brasil, contribuindo para a divulgação e promoção do patrimônio cultural brasileiro.

Moreira, Cinthia – Pedra Escrivida: um breve ensaio sobre a arte rupestre no Maranhão.

Neste ensaio proponho fazer uma breve abordagem sobre a arte rupestre no Maranhão. Para tanto faço a análise, tendo como objeto de estudo o sítio de pintura: Caverna Élida, ou Pedra Escrivida, como é popularmente denominada pelos moradores da comunidade local. O sítio fica localizado na região centro-leste do estado do Maranhão, no município de Tuntum, e até o momento é o único sítio de pintura localizado no estado.

Moreira, Luciano  A evolução concelhia no território do atual concelho da Mêda.

Este artigo pretende em linhas muito gerais apresentar a evolução da rede concelhia no território do atual concelho da Mêda. As medidas administrativas de reis, casas senhoriais e o episcopado de Lamego no período pós-reconquista levaram a que surgissem uma série de concelhos, vilas e freguesias que com as reformas liberais são extintos, dando origem ao atual concelho da Mêda.

Moreira, Luciano A malha paroquial por terras do atual concelho da Mêda do século XIII ao século XVIII – Fontes escritas, evolução e oragos.

Pretende-se em linhas muitos gerais apresentar as fontes escritas ao longo de 6 séculos, que permitem conhecer a evolução da rede paroquial e os seus oragos nas terras do atual concelho da Mêda.

Naldinho, Sandra  O Museu da Casa Grande de Freixo de Numão – Um projeto de valorização do património e promoção turística do concelho de Vila Nova de Foz Côa.

O Museu da Casa Grande de Freixo de Numão foi instituído por iniciativa de uma associação local – a Associação Cultural, Desportiva e Recreativa de Freixo de Numão – que desde a sua fundação em 19 de maio de 1980 se dedicou à promoção, ao estudo e à divulgação do património local. Hoje, o Museu da Casa Grande desenvolve-se em dois núcleos museológicos – o núcleo da Casa Grande e o núcleo da Casa do Moutinho –, articulando ainda com um amplo circuito arqueológico que contempla os seguintes núcleos (sítios) visitáveis: Prazo (ruínas pré-histórica, romanas e medievais); Castelo Velho (vestígios da pré-história recente); Rumansil I (vestígios de Villa Romana); Zimbro II (vestígios de Villa Romana); Colodreira (vestígios de Villa Romana); Calçada Romana e Moinho das Regadas.

Neri, Jefferson Crescencio & Cristiane Derani A Comunidade Local como Patrimônio Global: os Remanescentes de Quilombos como Patrimonio Cultural, Justiça Ambiental e Direitos Humanos no Brasil (Poster)

A proteção étnica da Comunidade Locais emerge como uma relevante questão internacional, pelo valor intrínseco de suas práticas culturais e potencial valor ambiental como processo sustentável, sendo alternativa a desenvolver, desde que deixe de ser vista como signo do atraso e passe a ser considerada por um desenvolvimento sustentável local em intrínseca relação com o patrimônio cultural, a justiça ambiental e os direitos humanos. Consideraremos o caso dos Remanescentes de Quilombos no Brasil.

Neto, Rui TinaA Quinta do Chão D´Ordem: as gravuras de Foz Côa e a alteração nos hábitos de vida dos seus proprietários.

O turismo rural assume um carácter distinto das restantes formas de turismo, mais massificadas e menos personalizadas, diferenciando-se pela natureza familiar do negócio e por deliberadamente focar a escala de qualidade na hospitalidade, mais do que na arquitetura e “design” das instalações. O turismo rural impõe-se pela arte de bem receber.

Maria Felismina P. V. Andrade Henriques e marido, Carlos Manuel Sanches Henriques, mudaram completamente os seus hábitos de vida após a descoberta das gravuras de Foz Côa em 1994. Desde então, aproveitaram todo o tipo de formação, workshops, e seminários na arte e conhecimento de guias turísticos. Hoje recebem e preparam as visitas com grupos e famílias, ao Museu do Côa e aos núcleos de gravuras visitáveis naquele vale maravilhoso.

Este espaço de turismo rural e Projecto “Quinta do Chão D´Ordem” é assim a prova de que é possível ter sucesso e que se consegue “viver das gravuras”, sendo esse o seu testemunho.

Oliveira, Gabriel Frechiani de –  Uma História da arte rupestre no Brasil: uma reflexão histórica

O presente trabalho tem por finalidade abordar a história da arte rupestre no Brasil, no intuito de realizar reflexão acerca da temática e expor as origens dos primeiros estudos de arte rupestre no Brasil, explicitando os vários momentos históricos e seus significados para o estudo científico da arte rupestre.

Pereira, Cláudia Matos; Heloisa Bueno; Leonardo Guelman & Luís Jorge Gonçalves Jornada por Terras do Sertão Brasileiro.

Esta é a descrição de uma jornada cultural, realizada por quatro pesquisadores uma estudante de medicina, em fevereiro de 2015, através de uma pequena parcela do Sertão Brasileiro, porém muito significativa. Inicia-se às margens do Rio São Francisco, prossegue para Exu, Juazeiro do Norte, Canudos, até a Chapada Diamantina. Mas o Sertão Brasileiro é imenso e esta jornada foi ínfima, diante da aridez exuberante do calor da caatinga, que penetra na alma. Pretende-se percorrer brevemente a diversidade de espaços que entrelaçam o visível, o imaginário, a arte, o sagrado, a literatura e o cotidiano popular.

Pereira, Dina Carta Arqueológica de Sabrosa 163 sítios de interesse arqueológico (poster)

O concelho de Sabrosa destaca-se, sobretudo, pela sua imponência ambiental e relevos bastante dinâmicos e encaixados na paisagem. O homem, desde tempos bastante recuados, procurou, como mostram as evidências arqueológicas e históricas, implantar-se e explorar os recursos deste território sobranceiro ao Rio Douro. O trabalho que se apresenta procura, de forma simples e bastante sintética, ilustrar, sobretudo, alguns dos elementos arqueológicos mais significativos do concelho de Sabrosa. O trabalho foi elaborado num projeto mais abrangente subordinado a uma tese de mestrado apresentada na Universidade de Évora e assume-se como um pequeno contributo para a Carta Arqueológica do Concelho de Sabrosa.

Proença, Carlos Poesia fonte de identidade, compreensão,  e de harmonia entre os povos.

Desde finais do século XIX é possível preconizar marcos de manifestação poética no concelho de Mêda mas só a partir da década de 90 do século XX a poesia passa a ser vista de outra forma e a ser considerada nas políticas culturais do Município de Mêda…Estas publicações como qualquer outra do Fundo Local  são um dos mecanismos de defesa, de protecção e de reforço da nossa identidade cultural, uma identidade própria e autónoma, que se transmite aos vindouros, de geração em geração.

Rodrigues, Ana Isabel  –  Arqueologia molecular.

A arqueologia molecular é uma área de investigação recente que se desenvolve na plataforma entre a arqueologia e a química analítica. O principal objectivo é o estudo a nível molecular de resíduos arqueológicos ou de paaleossolos que seja para a identificação estrutural de restos orgânicos, quer seja para a determinação de parâmetros ambientais.

Rodrigues, Jorge  O Património Cultural: trânsito, função e mortalidade dos objectos, Algumas reflexões pertinentes.

A quem pertence o Património Cultural e como deve ser protegido? Será esse mesmo Património um custo ou um recurso para quem detém a sua guarda? E será que a guarda coincide sempre com a posse? Finalmente quais os problemas que advêm da tomada de consciência da mortalidade do património, por incapacidade técnica e financeira de o conservar e/ou perda da sua função de uso? Questões a que tentaremos responder.

Rodrigues, Marian Helen da Silva Gomes A sinergia entre o Patrimônio Mundial e o Patrimônio Local: Um projeto de arqueologia colaborativa e turismo cultural

Por meio da Expedição Excelência “Nos Carreiros de Zuzu” o Instituto Olho D’ Água a Associação Tribos da Capivara e o Grupo Documento desenvolvem projetos de arqueologia colaborativa e turismo cultural no município de Coronel José Dias, entorno do Parque Nacional Serra da Capivara – Patrimônio Cultural da Humanidade. O projeto visa o reconhecimento e mapeamento do território Serra da Capivara, cujo objetivo é a montagem de circuitos culturais no entorno do Parque, visando explorar a diversidade histórica cultural, com opções alterativas e interativas para os visitantes em uma região de enorme valor arqueológicos e histórico-cultural.

Silva, Célia & Nélson Borges –  Abordagem Preliminar Aos Trabalhos Arqueológicos Efectuados no Monte das Cabeceiras 2, Beja.

O Monte das Cabeceiras 2 localiza-se em Beja, pleno Baixo Alentejo, e corresponde, tipologicamente, a um povoado fortificado, delimitado por 6 fossos, dos quais 5 são concêntricos, tendo sido delimitado o seu perímetro. Cronologicamente insere-se no período Calcolítico, atravessando o III milénio a.C. Os trabalhos de campo permitiram a identificação ainda de várias fossas, podendo estar manifestado no registo arqueológico a produção metalúrgica.

Troletti, Federico Territorio, fortificazioni e modalità di rappresentazione in Epoca Storica. Alcuni esempi nell’arte rupestre.

Tra le ricchezze del patrimonio mondiale è noto come i luoghi fortificati hanno sempre affascinato gli studiosi e i visitatori. Fin dalla Preistoria una delle scelte più importanti per la vita della comunità è stata quella del luogo insediativo. Lo studio cerca di comprendere le motivazioni che hanno spinto l’uomo di epoca storica a riprodurre, mediante incisione sulla roccia, i castelli e il territorio. L’area di indagine è il sito Unesco di Campanine di Cimbergo, Valcamonica, e il castello dello stesso borgo. Il riferimento cronologico sono i secoli XIV-XVI.

PROGRAMA 

Quinta, 28 de Maio  de 2015

Auditório da Casa da Cultura, Mêda

 Tarde

  • 15:00h – Abertura do Secretariado do Congresso
  • 16:00h –  Sessão Solene de abertura com a presença do Sr. Presidente da Câmara Ex.mo Sr. Dr. Anselmo Sousa e outras autoridades.

Boas-vindas pelos coordenadores do Congresso Mila Simões de Abreu  (Unidade de Arqueologia, Dep. Geologia – UTAD), Luis Jorge Gonçalves (Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa) e Rui Tina Neto (Câmara Municipal da Mêda).

  •  18:00h – Inauguração na Sala de Exposições da Casa Da Cultura de Mêda da Exposição “Gravado no Tempo” – A arte rupestre da Valcamónica.

Organização Cooperativa Archeologica “Le Orme dell”Uomo”, Cerveno (Valcamónica). Com presença de Federico Troletti, do conselho do Centro Camuno di Studi Preistorici, Capo di Ponte, Valcamonica.

  • 18:30h – Inauguração – Biblioteca Municipal de Mêda – Exposição “PHOTO-VITIS  A Vida das Vinhas do Douro ”. Organização UTAD – Projecto ECOVITIS.
  •  19:00h –  Porto de Honra, oferta da Câmara da Mêda.
  • 20:00h – Jantar livre

Noite – Auditório da Casa da Cultura, Mêda

  • 21:30h – Palestra aberta ao público por Mila Simões de Abreu (UTAD – membro do Conselho Científico do Centro Camuno di Studi Preistorici)

Sexta, 29 de Maio  de 2015

Auditório da Casa da Cultura, Mêda    

Manhã

  • 09:00h – Abertura do Secretariado
  • 09:30h – Carlos Proença – Poesia, Fonte de Identidade, Compreensão, e de Harmonia entre os Povos.
  • 09:45h – Federico Troletti – Territorio, Fortificazioni e Modalità di Rappresentazione in Epoca Storica. Alcuni Esempi nell’arte Rupestre.
  • 10:00h – Margareth Lima; Carlos Delphim; Gilberto Alves & Artur Abreu Sá – A Proteção do Patrimônio Cultural no Brasil – Breve Síntese Reflexiva.
  • 10:15h – César da Costa; Ana Moura; Daniela Félix; Davy Guedes; Fernanda Abrunhosa; Filipa Ferreira; Inês Martinho; Inês Almeida; João Ferreira; Maria Amaral; Maria Moreira Micael Amado; Vanessa Lages & Vera Costa   – A Feira Medieval de Marialva.
  • 10:30h – Debate
  • 10:45h – Pausa café
  • 11:15h –  Ana Isabel Rodrigues  –  Arqueologia Molecular.
  • 11:30h – José Luís Braga – Uma Teoria Fundamentada do Turismo de Habitação: esquiço de um percurso metodológico.
  • 11:45h – Mario Monteiro Benjamim – Da Interpretação do Lugar ao Projeto: Uma Proposta para o Complexo Rupestre do Vale do Tejo.
  • 12:00h – Luana Campos; Nuno Vaz & Márcio Zamboni Harare – A questão da mega fauna e a arte rupestre em sítios do Parque Nacional Serra da Capivara, Piauí, Brasil.
  • 12:15h – Cristiane Derani – A preocupação comum da Humanidade na conservação.
  • 12:30h – Debate
  • 13:00h – Almoço livre

Tarde

  • 14:45h –  Sessão posters
  • 15:00h –  Mila S. Abreu & Rui Tina Neto –  Apontamentos sobre jogos gravados no concelho da Mêda.
  • 15:15h – António Crespi e Mónica Martins – Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas no Douro Vinhateiro. O Projeto Ecovitis.
  • 15:30h – Basílio Assunção Firmino – Descobrir e Conhecer os Símbolos enquanto expressão da vivência religiosa – Os Cruciformes enquanto símbolos do património imaterial cristão e judaico no concelho da Mêda.
  • 15:45h –  Cláudia Matos Pereira; Heloisa Bueno; Leonardo Guelman & Luís Jorge Gonçalves  – Jornada por Terras do Sertão Brasileiro.
  • 16:00h – Mirtes Barros e Cláudio Zannoni –   Mito e Símbolo: Um Mito Sobre o Gavião entre os Tenetehara.
  • 16:15h – João Paulo Azevedo & Academia Sénior  Os territórios do concelho de Mêda nas Memórias Paroquiais de 1758: a evolução concelhia no território do atual concelho da Mêda.
  • 16:30h – Debate
  • 17:00h  – Pausa café
  • 17:15h – João Paulo Fidalgo Carvalho. Floresta Autóctone – Um Património a Preservar e Valorizar
  • 17:30h  –  Sandra Naldinho  – O Museu da Casa Grande de Freixo de Numão – Um projeto de valorização do património e promoção turística do concelho de Vila Nova de Foz Côa.
  • 17:45h Norberto Alexandre Cabral Gonçalves – Os jogos tradicionais na azulejaria em Portugal.
  • 18:00h Gerardo Vidal Gonçalves –  As datações de radiocarbono e a Arqueologia – O caso Português (1954-2006).
  • 18:15h  Isabel Garcia-Cabral; Alberto Costa & António Crespi  – O Jardim Botânico da UTAD –  património do conhecimento.
  • 18:30h Luciano Moreira – A malha paroquial por terras do atual concelho da Mêda do século XIII ao século XVIII – Fontes escritas, evolução e oragos.
  • 18:45h Debate
  • 20:00h – Jantar livre

Noite – Auditório da Casa da Cultura, Meda

  • 21:00h – Palestra aberta ao público por Luís Jorge Gonçalves (Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa) – Mêda Terra de Fronteira.

Sábado, 30 de Maio de 2015

Auditório da Casa da Cultura, Mêda

 Manhã

  • 09:00h – Abertura do Secretariado
  • 09:30h –  Luciano Moreira  – A evolução concelhia no território do atual concelho da Mêda.
  • 09:45h – Jorge Rodrigues – O Património Cultural: trânsito, função e mortalidade dos objectos, Algumas reflexões pertinentes.
  • 10:15h – Manuel Calado – Mitos: os nossos e os deles. Arqueologias em terras indígenas amazônicas.
  • 10:30h – Cristiane de Andrade Buco; Verônica Viana & Aline Castro – Uma experiência de “Empoderamento” na Comunidade Quilombola da Serra do Evaristo (CEARÁ) Durante a Execução de uma pesquisa arqueológica e a construção de um Museu Comunitário.
  • 10:45h – Debate
  • 11:00h – Pausa café
  • 11:30h – Ariana Silva Braga  Os Motivos Circulares na Arte Rupestre do Lajeado (Toquantins, Brasil) uma primeira tentativa interpretativa, a caminho da (Etno)Arqueologia.
  • 11:45h – Thais Guimarães, Gorki Mariano & Artur Abreu Sá Sítio histórico do Cabo de Santo Agostinho e Baía de Suape (Pernambuco, Brasil): contribuição para a sustentabilidade, a educação e a diferenciação do território.
  • 12:00h – Célia Silva & Nelson Borges – Abordagem Preliminar aos Trabalhos Arqueológicos Efectuados no Monte das Cabeceiras 2, Beja. 
  • 12:15h – Rui Tina Neto & Carlos Manuel Sanches Henriques.  A Quinta do Chão d’Ordem.
  • 12:30h – Debate final

SESSÃO DE ENCERRAMENTO

  • 13:00h – Almoço livre

Tarde

  • 13:00h – 19:00h Vila Marialva

“Feira Medieval” aberta a todos

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